sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"E se..."

 


Uma questão muito conhecida e com sentido duplo é aquela que fazemos a respeito de algo que não se concretizou, mas que ficamos imaginando como seria se fosse concretizado. Funciona como uma faca de dois gumes, podendo ser útil ou atrapalhar nossa vida se não soubermos como lidar com ela. "E se?" é uma interrogativa sobre algo que você nunca realizou e se arrependeu porque gostaria de saber como seria caso tivesse realizado ou é uma possibilidade de algo que você imagina poder concretizar no futuro?

Acredito que sempre vale a pena sonhar, desde que você não se perca em seus sonhos. Todos sonhamos, acordados ou não. Mas existe um limite entre a divagação e a realização. Atravessei minha vida caminhando por esse limite, com arrependimentos e satisfações como todo mundo. Mas o que posso passar adiante da minha vivência com os muitos "e ses" é: - Só questione o que vale a pena. Aquilo que você não vai realizar - seja porque não pretende ou porque não tem solução - não se dê ao trabalho de perder tempo.

Seu tempo é mais precioso ao dedicá-lo em coisas que podem ser concretizadas do que àquelas que gostaria de ter realizado, mas que passou do tempo de realizar. Toque a vida, siga em frente. Existe o tempo certo para cada sonho. Existe o tempo certo para cada fazer. Não pense nos "e ses" do passado, mas naqueles do futuro, enquanto realiza tantos outros no presente.

O que se fez ou disse, está feito, está dito. Precisa de correções ou soluções? Podem ser realizadas? Depende só de você ou de mais alguém? Se não, parta para algo novo. Saiba colocar ponto final nas coisas, inclusive aquelas que não tem mais jeito, aliás, justamente por não terem jeito. O que não damos jeito, se ajeita por si. Seja um pedido de desculpas, uma oportunidade perdida, um compromisso não assumido, uma viagem, algo que deixamos de comprar, uma tarefa que deixamos de cumprir, o que for. Se não conseguimos da primeira vez e podemos correr atrás do prejuízo, ótimo. Corrija e considere uma lição aprendida. Não teve jeito? O prejuízo está feito e o que vier não está mais em suas mãos? Então siga seu roteiro de vida que o tempo se encarrega do resto.

Aprendi muito sobre isso no último ano. Especialmente no que diz respeito a sinceridade. Nem todo mundo está preparado para ouvir sinceridade demais. O ser humano é feito de medidas. O que nos esquecemos às vezes é que para cada pessoa existe uma medida certa. E eu exagerei em algumas medidas. O problema é que assim como alguns pratos, nem sempre existe uma correção apropriada para o tempero que foi colocado demais, por mais que tentemos o nosso melhor.

E aí vem o questionamento "e se"? E se eu tivesse colocado de menos ou colocado depois ou colocado algo diferente? Não dá para saber, porque já foi. Me arrependi? Não vou mentir que por um certo tempo sim. Mas também tenho aprendido muito nos últimos anos que arrependimento de certa forma está relacionado com expectativas. Se não esperamos demais dos outros, não há porque nos frustrar. Ao menos o nível de frustração que sentimos está proporcionalmente relacionado com o nível de expectativa. Uma matemática que às vezes nos esquecemos quando nos tornamos emocionais demais.

A vida pede que para alcançarmos o mínimo de satisfação no dia-a-dia baixemos o nosso nível de expectativas. E para encontrar o equilibrio que buscamos não devemos nos perguntar o que "poderiamos" ter feito se as coisas fossem diferentes, mas sim o que "podemos" fazer hoje, pelas oportunidades que estão batendo em nossas portas neste instante. Às vezes para começarmos a realizar algo positivo é necessário cessar um pouco dos questionamentos e apenas seguir o caminho a frente.

Por: FlaGlvn.

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